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terça-feira, 21 de maio de 2013

Três filmes sobre: Distopias

Fazia horas que eu não vinha com o #TrêsFilmesSobre, né? culpa da vida de repórter! e de música! e de mãe de gatos. Então vamos lá: três filmes de hoje é sobre distopias

Definição mais que sagaz da Sybylla: "(...) é o contrário de utopia, aquelas sociedades perfeitas e sem desigualdade". Sociedades distópicas são tema, com frequência, de filmes e seriados. Me favorito do gênero é o clássico "1984", de George Orwell, que descreve exatamente como é uma sociedade distópica, que geralmente agrega regimes totalitários, caos e colapso, opressão, desesperança e controle social.  Confesso que, dos tipos de ficção científica, é meu favorito. Os filmes que selecionei tem em comum o fato de se passarem em terras distópicas, apesar de terem histórias centrais diferentes entre si. 

1. Blade Runner (pt. Blade Runner: o caçador de androides)

Com uma fotografia de tirar o fôlego, esse filme de Ridley Scott não apenas possui um elenco estrelado (Harrison Ford, Daryl Hanna e por aí vai), mas também se mantém extremamente ~cool~ nos dias de hoje. Os efeitos especiais parecem ultrapassados mas continuam impressionantes. E a androide Pris de Daryl é um show a parte. Na história, a sociedade cria replicantes para servirem à humanidade, mas em algum momento acontece um motim. Deckard, personagem de Ford, navega entre seu conhecimento sobre a "natureza" dos replicantes, e seu interesse por Rachel, uma androide que ignora sua identidade por uma manobra de seu criador. A dinâmica de Blade Runner é considerada lenta por algumas pessoas, mas eu me sinto presa naquele mundo futurista, ciberpunk e extremamente destruído. 

Porque assistir: Harrison Ford Indiana Jones age da maneira perfeita na pele de Deckard. Caso a história não te atraia, vale a pena assistir pelo visual do filme, que é muito interessante (mistura de futurismo com uma pegada sombria). 



2. The Hunger Games (pt. Jogos Vorazes). 

Pra variar eu comecei com o livro de Susanne Collins, que pegou um monte de adolescentes pelo pé. Achei a história sensacional, mas muito porcamente escrita. Para mim, Susanne teve uma ótima ideia e  escreveu muito mal. Ela peca no desenvolvimento de cenas que poderiam ser muito mais sensacionais do que realmente são nas obras literárias. Por isso, fui assistir o filme só quando chegou no Netflix, tamanho receio de terem zoado a parada já um pouco prejudicada pela falta de traquejo literário da autora. Mas me preocupei em vão: o filme inclusive melhorou algumas das cenas, deu uma forma mais concreta aos personagens da Capital, que é a "máquina" do totalitarismo da história. Em The Hunger Games, existem 12 distritos submissos às vontades da Capital. Para lembrar que rebelião e motim são crimes, todos os anos cada distrito envia dois jovens para uma arena, onde eles deverão lutar entre si até a morte, tudo televisionado. A protagonista é Katniss Everdeen, uma jovem que cuida de sua família desde cedo e que se oferece para morrer na arena no lugar da irmã.

Porque assistir: Nunca entendi a comparação com a franquia Crepúsculo, já que Katniss é uma personagem forte e destemida, uma sobrevivente. Destaque para as cenas com a personagem Rue. A história é sobre opressão, acima de tudo. A atuação de Jennifer Lawrence como Katniss é muito boa. 




3. Children of Men (pt. Filhos da Esperança)

Uma sociedade desfeita: essa é a fórmula principal do filme. Eu assisti há cerca de um ano, e me lembro que fiquei pensativa com ele. O filme também tem atores estrelados. Eu não vou muito com a cara do Clive Owen, acho ele meio ruim, mas com a Julianne Moore você até esquece disso. O diretor Alfonso Cuarón é muito competente e é um daqueles diretores que imprime sua personalidade ao filme e eu adoro isso. Na história, as sociedades entram em colapso porque os seres humanos se tornam estéreis. No meio do caos, um homem deve ajudar um grupo de guerrilheiros a salvar uma mulher grávida, a única no mundo inteiro, para que ela seja a esperança de todo mundo. O filme tá mais pra distopia de uma sociedade em plena crise, onde a máquina de opressão é o caos, do que a figura central de um ditador, por exemplo. 

Porque assistir: A fotografia é muito bonita, cinza e cheia de cenários que impressionam, de zona de guerra a estrada com floresta. A trilha sonora também envolve você, por mais que saiba que em filmes de distopia, sempre alguma coisa dá errado e a luta pela sobrevivência é uma das mais difíceis. 



PS: Eu, psiu. Criei uma fanpage aqui pro blog. Curte aqui! ;)

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Três filmes sobre: biografias musicais

E não é que eu consegui dar continuidade a uma tag aqui no bloguinho? #TrêsFilmesSobre virou puro sucesso! vamos pra próxima?

Ando assistindo bastante biografias musicais. É muito legal e dá inclusive uma emoçãozinha quando você é fã de um determinado artista e transformam a história dele em música de uma forma bacana, pelo menos eu gosto (quando o filme é muito bom), porque geralmente as trilhas sonoras são caprichadas demais, de um jeito espantoso. Por isso separei três pra quem quiser se aventurar numa sessão musical de cinema nesse fim de semana. Pra assistir com os ouvidos. 

1. Cadillac Records (pt. Cadillac Records).

Um amigo meu punk dazantiga, apaixonado por blues, me recomendou muito esse filme lançado em 2008. E a história em si é muito bacana, assim como as influências musicais, mas que soa muito mais como homenagem do que como uma biografia super fiel. O cenário é a Chicago de 1947, onde o produtor musical Leonard Chess cria a Chess Records, após descobrir o talentoso cantor e guitarrista de blues Muddy Water. 

Sua gravadora torna-se referência no blues e jazz, em um momento em que as rádios tinham uma barreira gigantesca pra tocar música feita por negros. A marca de Chess é o cadillac que todo artista ganha. Um desfile de rostos, vozes e timbres conhecidos nos ganha: vemos o lendário Chuck Berry em começo de carreira. Etta James (impressionantemente interpretada pela cantora Beyoncé) é talvez a única mulher marcante na Chess Records. O filme fala de preconceito, da luta negra na música e principalmente do poder do blues. 

Porque assistir: o mundo Chess Records é sedutor. Quando os artistas estão ali, reunidos, dá pra imaginar como era efervescente a cena musical naqueles tempos. O ar vintage também dá um ar charmoso pra história. 




2. La vie en rose (pt. Piaf: Um hino ao amor).

Biografia visceral de 2007 da cantora francesa Édith Piaf (Marion Cotillard). Pra quem não conhece, Piaf é a intérprete das famosas canções "La Vie En Rose" e "Non, je ne regrette rien", descoberta cantando nas ruas de Paris. O filme narra a trajetória completa dela, desde a infância dura (marcada por uma cegueira misteriosa que se curou milagrosamente), até a alçada para a fama, a perda do grande amor (uma das cenas mais difíceis), da única filha, suas influências musicais e a vida nos palcos. Piaf morreu como viveu: em um turbilhão de sentimentos musicais, que se desenrola em emoções trágicas, viscerais, sofridas. 

Porque assistir: A atriz francesa Marion Cotillard embarcou tanto na personagem que a semelhança é impecável (trabalho também realizado pelo figurino e maquiagem do filme). Também por isso recebeu uma porção de indicações do BAFTA e do Oscar. E toda vez que a atriz interpreta Piaf cantando, as músicas são originais, cantadas pela própria Piaf. Em resumo: a interpretação caprichada de Marion é de chorar de emoção. 




3. Walk the Line (pt. Johnny e June). 

Johnny Cash, o "homem de preto", destoava de todos os cantores e artistas da época. Quando ele subia no palco, semblantes se convertiam no seu humor tempestuoso. Ele tinha problemas que iam de drogas a álcool até um relacionamento turbulento e mal resolvido com o próprio pai. 

Sua salvaguarda se tornou a cantora June Carter, com quem foi casado e com quem viveu até sua morte. Essa história é contada no filme de 2008 Walk The Line, com Reese Witherspoon no papel de June e Joaquim Phoenix no papel de Johnny. O filme fala ainda da infância de Johnny, sua trajetória paralela à de June, a vida no rock'n'roll e sua luta pessoal e musical. E uma curiosidade: os verdadeiros Johnny e June acompanharam toda a produção do filme, antes de morrerem, com poucos meses de diferença. 

Porque assistir: além de poder conhecer as parcerias musicais de Johnny e June, vemos de relance alguns artistas muito legais da época, como Jerry Lee Lewis e Elvis Presley. Joaquim Phoenix é outro que entrou de verdade no personagem. Sua interpretação do Man in Black é impressionante. 



terça-feira, 3 de julho de 2012

Três filmes sobre solidão

Tá sozinho no fim de semana? afim de enfiar o pé na jaca de vez? Meninalyra te ajuda, e ainda inaugura a tag “Três filmes” sobre qualquer tema! 

Primeiro tema: solidão. Assunto recorrente no cinema, afinal, não tá facio pra ninguém!!!1 Mas vai por mim, esses filmes abaixo são muito bons, e ultrapassam essa temática deveras intrigante. Então pegue a pipoca e o cobertor de orelha (e a caixa de lenço pra possíveis lágrimas gaiatas). 

1. My Blueberry Nights (pt. Um Beijo Roubado).

Quer um filme impecável, de personagens interessantes e tão solitários que dói no fundo da alma? O filme de Wong Kar Wei, de 2007, é ótimo em todos os aspectos. Atores famosos, e uma trilha sonora de fazer chorar, toda elaborada pela rainha indie da fossa, Cat Power.

Na história, Norah Jones (que também colabora brilhantemente com a trilha, tornando o nível de fossa ainda maior) interpreta Elisabeth, uma moça que acaba de terminar o relacionamento de forma traumática (quem nunca) e passa as noites na cafeteria de Jeremy (Jude Law/queria 1), onde pede sempre torta de blueberry e fala sobre o desenrolar solitário e triste de sua história com o cara sacana que nem aparece e mora ali na esquina. Até que ela decide viajar sozinha pra ver se mata a solidão-de-meu-deus, e nas palavras da personagem, “decidi atravessar a rua, mas tomei o caminho mais longo”.

Porque assistir: Tem o Jude Law, tem a Rachel Weisz, e tem a Natalie Portman! ah, e a fotografia é muito, muito interessante. O filme é cheio de grandes frases de efeito e a personagem da Norah Jones é um show à parte. Além de tudo, a distribuição de cenas e ordem de acontecimentos é muito bacana, da própria solidão de Jeremy e de Elisabeth. É um dos meus filmes favoritos.



2. Le fabuleux destin d'Amélie Poulain (pt. O Fabuloso Destino de Amélie Poulain).

Ah, a vida antes do Instagram! aqueles filtros vintage que o pessoal insiste em colocar nas fotos já era proeminente no filme de Jean Pierre-Jeunet, de 2001, com a linda da Audrey Tautou no papel principal. Acho difícil alguém não ter assistido ainda essa obra prima, mas rever também é uma delícia. No filme, Amélie (Tautou) é uma moça adorável que cresceu sozinha e aprendeu a apreciar a solidão e os pequenos prazeres da vida. Divide a rotina entre trabalhar no café 2 moinhos e observar seus vizinhos. Até que ela encontra uma caixa de lembranças dentro de seu apartamento, e passa a buscar o dono. Se ele se emocionar ao ver o repositório de memórias da infância, ela irá mudar a vida de todos ao redor. O grande questionamento do filme é: mas e a vida da solitária Amélie, quem muda?

Porque assistir: Os motivos são muitos, desde a fotografia linda, as câmeras extremamente artísticas e a atuação bacana dos personagens, como a dona do café 2 moinhos, Madame Suzanne, o homem de vidro e Nino Quincampoix. É um filme sobre a solidão da personagem, que cria um mundo próprio como refúgio. Mas ao mesmo tempo, há de se ter esperança.



3. Uncle Kent (pt. Uncle Kent).

Dirigido pelo cineasta Joe Swanberg, Uncle Kent, de 2011, narra a história de Kent, um ilustrador vivendo em L.A. Tem 40 anos, mora em uma casa tranquila com seu gato, e sua rotina se resume a desenhar, trabalhar, fumar e usar o chatroulette. Em resumo, sua vida é uma monotonia e ele vive o marasmo de ser solteiro e não levar relacionamento nenhum adiante, e procura um número favorável de desculpas pra isso, perpetuando a solidão e vivendo no seu refúgio, sua casa, e a internet. O conflito que ele evita durante todo o começo do filme acontece quando ele recebe sua amiga e jornalista Kate, que se hospeda em sua casa a trabalho.

Porque assistir: Refletir sobre esse filme é pensar na frialdade das relações que se desenrolam em nosso cotidiano atual. Na verdade, é mais fácil conversar pela internet, ser um observador inócuo das interações virtuais, do que se envolver nelas de fato e ao vivo, porque o conflito não está sempre sob controle, e isso é um outro tipo de solidão. Esperar que a moça que criou o conflito, a perturbação emocional, vá embora, e tudo se resolva, você volta pro mundo virtual, assiste o desenrolar da vida das pessoas nas redes sociais, e tranquilo. Nada te afeta, nada te abate. É fácil e indolor. E como Kent nos mostra, é incolor.