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quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

A journey

Tem uma onda selvagem que de vez em quando passa pelas nossas vidas que eu chamo de "bad trip". Sim, aquele termo cunhado pra quando aquele tóxico não dá o efeito desejado. Sometimes a vida é uma viagem ruim, mas aí você acorda no outro dia, faz o café, repensa umas coisas, refaz uns ~projs~, e segue o rolê. 

Faz horas eu tenho visto várias pessoas da timeline saindo da casa dos pais, da república, indo morar sozinho. E sim, isso é uma verdadeira aventura, uma trip daquelas. Uma aventura maravilhosa. 

Depois que eu fiz isso, que catei a matula e a Panci e deixei o conforto da casa da minha mamai, várias pessoas vieram me perguntar como foi, como está sendo e como será. Muitas vezes com um olhar brilhante de quem enxerga o risco que é deixar uma situação confortável para partir pra outra que pode não ser tão confortável assim. 

Pois bem, meu conselho pra todo mundo que tem ou teve a ideia de algum dia, por mais longe que esse dia seja, de sair da casa dos pais, é o seguinte: 
just do it

Faça isso. Viva isso. Vale a pena. 

Não vai ter comidinha quente da mamai feita na hora, esperando na mesa. Mas aí você aprende a cozinhar, compra só o que gosta pra por na geladeira. 

Não vai ter conta paga sem você perceber, mas vai ter você sabendo o valor do seu dinheiro e de todo mundo. 

Vai ter muita solidão? vai sim. Silêncio também. Mas também muito filme pra assistir, seriado pra alimentar o ócio. E se nada disso remediar, tem sempre os amigos e a família pra ver, tomar uns bons drink, fazer uns bons churras. 

Se eu não tivesse minha casinha, meu cantinho, nesse momento, eu ia estar embarcando na maior bad trip da história dos meus 25 anos. Mas não tô, porque chego em casa, brinco com meus gatos, faço panqueca e assisto Masterchef. Sinto mais saudade da minha família, e eles de mim. A solidão me abraçou como uma igual.Tô crescendo. 

Just do it.


terça-feira, 11 de novembro de 2014

Se você não brilha venha e pague minha luz

- Olar, eu me chamo Daiane, conhecida nas redes sociais por menina lyrinha, tenho 25 anos, sou jornalista e moro sozinha. 
- Sozinha? você é casada então, né. 
- Não não, só moro sozinha. 
- Mas como?
- Morando uai. Eu e minhas duas gatas caipirotas. 
- Mas porque? 
- Porque eu gosto, sempre quis ter meu canto. 
- Brigou com seus pais?
- Não, só gosto mesmo.
- Gosta de ficar sozinha?
- Sim, adoro. 
- Mas você é muito nova. Seus pais moram em outra cidade, veio pra estudar?
- Não, eu trabalho e pago minhas contas, meus pais moram aqui em CG mesmo. 
- Mas porque você saiu então, se mora na mesma cidade?
- Porque eu quis uai. 
- Mas... mas... mulher nunca sai de casa, só sai pra casar. 
- Quem disse isso?
- Todo mundo sabe. 
- "Todo mundo" machista, né? 
- Er... pensando por esse lado... acho que sim. 



Tô aqui lavando a minha roupa no meu tanque cujas contas eu mesma pago sem casar e sem lavar cueca de marido, tomando meus bons drink de perna pra cima com meu pijama furado de gatinhos na minha sala, falous valeus sociedade!

Porque é tão difícil entender que mulher pode fazer o que quiser?




segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Curvas

Completei hoje um mês morando sozinha. Entre xícaras de bolinha e momentos de paz e silêncio, completei uma etapa da minha vida. Em comemoração adotei mais uma gatinha, pra fazer companhia pra minha bravinha Panci, que passava muito tempo forever alone em casa. O nome escolhido combina com o quanto ela é voluntariosa, cheia de vontades e corajosa: Arya. (em homenagem à Arya Stark, veja bem). 

Fico me questionando, às vezes, se faz bem viver pra objetivos. Eu tinha esse, de morar sozinha, ter meu canto, minha casinha, há tanto tempo que perdi as contas. Agora eu consegui realizar ele e nada me faz mais feliz do que falar "vamos lá em casa que eu vou cozinhar" pras pessoas queridas. Agora vamos ao próximo, é a frase que martela minha cabeça. 

Da curva não sei mais nada. Penso que às vezes, a gente acha que vai chegar no fim da estrada quando realiza algo grande na vida. Mas me sinto ladeando essa curva, e alguma coisa maravilhosa me espera no fim, ou assim eu tento pensar. Eu sei que a jornada é tão importante quanto a chegada. E por isso vou suave. 

Esperando por mais curvas. 

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Eu quero ser escritora.  





quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Lar doce

"Casa" é a designação, o significado, a roupagem, o começo-meio-fim de um sentimento intenso de paz e sossego.

Para mim, e apenas para mim, é um todo palpável.

É um abraço que envolve seu corpo inquieto e que no momento do toque faz você transpirar calma de uma forma que você não pensasse possível.

É um momento de assistir televisão de pernas para cima, rindo de alguma coisa boba em um filme, onde não existem preocupações urgentes. É o cheiro de alho fritando na panela da cozinha enquanto pessoas queridas riem na sala.

"Casa" é chegar, abrir a porta, e uma felina se enroscar nas suas pernas te dando boas vindas com um miado fininho e alegre de saudade.

É você saber que cada coisa que está fora do lugar, na verdade, está no lugar que sempre deveria ter estado, porque tudo aquilo é você e seu lugar é ali. Apenas ali.

E tudo que te amargura e que te entristece deve ficar do lado de "fora". E quando você está ali na sua "Casa", você trabalha seus sentimentos de forma a criar aquela couraça pra lidar com seus medos quando pisar o pé lá "fora". Pra que, um dia, o "fora" não exista.

Só a "Casa".


terça-feira, 12 de agosto de 2014

Alor mundo

A garganta doeu muito e parecia travada quando acordei hoje de manhã. Foi como se todo o peso de inúmeras coisas tivesse caído, finalmente, sobre o meu corpo. Mas como num mantra inquebrantável, a gente levanta, bate um cabelo pro lado, dá uma esticada nas costas (toma umas dose de tequila) e vai trabalhar. 

Pois bem, desabafo número um: tô saindo da casa dos meus pais. A conta matemática que resultou nessa decisão é bem simples: 25 anos de idade, um emprego ok, muita vontade de deixar várias coisas pra trás (agora é aquele momento que eu viro e falo "vamos beber que eu te conto". O dia que eu fundar o Bar da Lyrinha pfvr não reclamem). Tô juntando panelas usadas, armários de doação, coisas que as pessoas que me rodeiam não querem ou não precisam mais. Manda pra cá, realmente tô sem nada e aceitando o que vier. Passamos uma mão de tinta e pronto, ficará lindo na casinha. A casinha já existe, está tudo certo, apenas esperando eu levar a matula e o gato e começar a habitá-la. A mudança está prevista para a fatídica data de 13 de setembro. Já tenho até cafeteira que ganhei e fiquei muito feliz <3. Reflexão é que tenho pessoas muito fodas ao meu redor, e inclusive até geladeira e conjunto de pratos ~náuticos~ (sente o amor puro) eu ganhei. 

Desabafo número dois: amanhã eu tô indo viajar pra cobrir o Festival de Cinema de Gramado. Apenas um derradeiro comentário: será lindo. 

Desabafo número três: mesmo cansada e doente estou verdadeiramente inquieta. A vida anda meio doida por aqui. Doida e Doída. Chega o fim do dia eu penso na minha cama e no quanto quero dormir uma noite completa. Madrugada alta e meus olhos estão abertos no escuro. Eu devo funcionar ao contrário. 

PS: Depois de 4 anos trabalhando sem parar, setembro tô de férias. /tchorando de emoção.