terça-feira, 24 de abril de 2012

Desconstruindo o dresscode

Moda pra mim já foi um assunto pain in the ass. Chatóide mesmo, sem menor dúvida. Bons tempos em que eu tinha umas 3 peças de roupa no armário, só usava preto e camiseta de banda, além de umas saias pretas que iam até o pé. Ganhei meu primeiro coturno aos 11 anos, e usei ele até o solado abrir, o que é uma proeza, em se tratando de uma bota de couro preparada pra sofrer.

Quando entrei no mercado de trabalho - leia-se: assessoria de imprensa - passei a me vestir melhor. E nem era em função do trabalho engomadinho não, é que eu passei a ter um certo budget pra comprar roupas. Antes não tinha como comprar nada, normal, é a vida, família sem muita grana. E depois desenvolvi um gosto por itens do vestuário masculino, e que também identificam o perfil jornalista de ser, que são as camisas e as roupas de corte de alfaiataria. Quem diria, Lyra Libero, de metaleira de saia comprida a camisa azul marinho bem cortada. Eu melhorei, acredito. Ou tento. 

Hoje resolvi arrumar o guarda-roupa, jogar umas tralhas fora, já pensando na roupa pra ir no coquetel de uma marca aí, que tá lançando um evento de arquitetura e design na cidade, em um pico meio formal. Traje: casual. Que raios isso quer dizer?

O problema hoje foi a escolha do sapato. O dilema da mulher moderna inexiste, pois a maioria opta pelos saltos, e eu até tem alguns que uso volta e meia. Mas com o pé semi-torcido, como proceder? Thiago não ajudou em nada, dizendo "coloca qualquer um aí, vai". Então eu fui. De bota. 

Querida bota motorcycle ligeiramente surrada: eu te amo. Obrigada por me fazer destoar de todas as outras mulheres na festa. Senão a vida não tem graça.


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